Por que a entrada de mulheres na política exige preparação?

por Adriana Vasconcelos

em

Compartilhe:

Em um ambiente ainda dominado por homens, as mulheres precisam sim se preparar para as situações que estão por vir, não só em campanhas eleitorais, como também na condução de seus respectivos mandatos.

Exemplos não faltam, infelizmente!

Confira pelo menos 2 episódios grotescos ocorridos este ano, em meio a pré-campanha eleitoral, que dão a exata dimensão do tipo de violência política que as mulheres são submetidas ainda hoje, em pleno século XXI.

Episódio I

O coronel do Exército Ricardo Sant’Anna, que foi excluído pelo Tribunal Superior Eleitoral do grupo indicado pelas Forças Armadas para atuar na fiscalização do processo eleitoral após publicar ‘fake news’ em suas redes sociais, decidiu abordar a candidata à Presidência da República, a senadora Simone Tebet (MDB-MS), após ela dizer que mulher vota em mulher.

Pasmem, o comentário do coronel foi o seguinte: “E vaca vota em vaca”.

Indignada, com toda a razão, a escolada senadora reagiu ao coronel, chamando-o de covarde em entrevista concedida ao “Roda Viva” e o citando nominalmente.

Episódio II

Em maio passado, o jornalista Jackson Rangel Vieira, proprietário da “Folha ES”, referiu-se à vice-governadora do Espírito Santo, Jacqueline Moraes (PSB), como cadela.

O colunista escreveu um texto com o seguinte título, “A vice-governadora do ES ‘late’ como ‘vira-lata’ para proteger Casagrande”, para criticar a defesa que Jacqueline Moraes fez do governador do estado, diante de denúncias feitas pelo prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini.

A agressão gerou uma onda de protestos e o Centro de Apoio aos Direitos Humanos Valdicio Barbosa dos Santos (CADH), que possui status consultivo na Organização das Nações Unidas (ONU), denunciou a violência política de gênero sofrida pela vice-governadora na 50ª Sessão Ordinária do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, na Suíça, ocorrida no dia 4 de julho passado.

Mulheres & Política

Por mais solidariedade e protestos ambos os episódios tenham gerado na sociedade, esse é o tipo de situação que mais desestimula as mulheres a entrarem na política.

Pensando exatamente nisso, depois de anos prestando consultoria a lideranças políticas e partidos, foi que resolvi gravar um curso on-line para mulheres que estão dispostas a ocupar seu lugar em espaços de Poder.

Dividido em 10 módulos, o curso faz alertas sobre os desafios que essas mulheres terão pela frente e ensina táticas para que elas lidem com tais situações com inteligência.

Confira aqui no QRCode da foto o conteúdo do curso Mulheres & Política.